Ele chegou muito assustado
Pedindo pra mamãe
Escrever a palavra
Zangado
Não ficando satisfeito
Pediu para escrever
Também a palavra mão
Queria ver, queria saber
Um pouco confuso
Falou-me de sua primeira avaliação
No “primeiro aninho”, já se sente
apertado
Com medo da reprovação
Como mãe dedicada
Tentei lhe explicar
Que isso não era nada
E que na Matemática, iria abafar
Quando veio a noite
Ouvi um choro bem triste
Era meu filho intrigado
Com medo de ser reprovado
Novamente conversamos
Mas ele com pânico ficou
__Amanha não vou a escola!
Minha conversa não funcionou
Muito preocupada
Procurei a Supervisora
Queria entender o acontecido
Dizer que eu era mãe amadora
Não consegui ver meu filho chorar
E não me preocupar
Ele é ainda tão pequenino
E pra escola não quer voltar
Falou que a professora
Ditou “mão, zangado”
E ele não soube escrever
Está muito abalado
Não foi bem assim
Ele está muito atordoado
Ditei “mão e raiva”
E ele assimilou o significado
Não foi somente ele que se assustou
Vamos dar uma pausa
Outras mães também me procuraram
E pela mesma causa
Voltei pra casa
Pensando como com ele falar
Ele precisa da escola
Tem que por ela se apaixonar
Com muito jeitinho
Falei de sua sabedoria
O quanto era bom em Matemática
E que venceria
Você é muito bom com probleminhas
Vai fazer bem esta provinha
Ficará muito feliz
Tem toda certeza minha.
Agora ele esta lá, estudando
E eu estou aqui, trabalhando
Preso ao meu coração
Está o seu choro da noite passada
Mas creio
que tudo vai dar certo
Que juntos vamos conseguir
Sou professora, educadora
E minha meta , é nunca desistir
A escola pode não parecer um jardim
E ele pode não ser nenhum jasmim
Mas é meu filho!
É tudo para mim!
Ele é a flor que brotou de mim.
Maria das Dôres

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