Fazem parte de uma grande família
Estes pequenos insetos
Lá estão elas
Na lata de biscoitos
Ou na lata de açúcar
Subindo e descendo
Pelas paredes da casa
Até mesmo dentro da geladeira
Ou fazendo vistoria
Em algum computador
Vão pra horta da chácara
E devoram toda couve
Fazem enormes buracos
No jardim do meu avô
Com suas mandíbulas
Cortam, furam e serram.
Não usam as mandíbulas não
Usam uma bomba aspiradora
E separam para si tudo de bom
Só delícias
Constroem estradas maravilhosas
No meio do roseiral
Pra la e pra cá
Ficam a desfilar
Não têm preguiça
Estão sempre a trabalhar
Dizem que as formigas
Tem três estômagos
E um deles é chamado
De cesta da comunidade
Sabe porquê?
Porque a comida que entra
Neste estomago
Preguiça não faz parte
Do dicionário delas.
Cortam, cortam
Cortam as folhas
Depois mastigam bem cada folhinha
E guardam-nas
Na dispensa do ninho
para depois de algum
tempo
Produzir seu alimento
As folhinhas bem
mastigadas
Tornam-se uma verdadeira pasta
Dali nasce fungos
Que será o seu jantar
Num formigueiro
Pode ter centenas de milhares
De formigas, formiguinhas
Pode ser a saúva
Ou cortadeira como é conhecida
Pode ser a formiga doceira
Ou a formiga-de-fogo
A formiga é um inseto ocupado
Organizado, incansável
Um exemplo para a
humanidade.
Escutem minhas crianças
Quando encontrar uma formiga
Deixe-a viver.
Ela também gosta de ver
A primavera nascer.
Maria das
Dôres M. Dias de Sousa



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